SYNCHRONICITY

...



Sexta-feira, Maio 11, 2007

Um, dois, três. Testando.

E daí?:



Terça-feira, Agosto 22, 2006

Já nem me lembrava mais como escrever nesse blog... Até breve!

E daí?:



Terça-feira, Agosto 10, 2004

ENQUANTO ISSO...

Tá certo. Tô sumido do blog. Aquela coisa toda... muito trabalho, viajando um pouco, preguiça e coisa e tal. Mas tenho também feito muita coisa legal.

Além de levar muita multa de carro (daqui a pouco vocês poderão me encontrar no Detran tendo aulinha de educação no trânsito, pois já tenho 6 multas em 6 meses), tenho ido ao cinema, teatro e até show de jazz e apresentação de orquestra. É isso aí, tenho usufruído aquilo que São Paulo tem de melhor e de pior.

Pior, óbvio. Frio. Muito frio. Mas que rende um bom fondue e umas boas garrafas de vinho. Cheguei do Rio domingo depois de 3 dias quentinhos e pumba... 10 graus na cara. Tá certo que não é frio que nem a Suécia, mas prá mim esse inverno já passou da conta.

Pior ainda? Multa. Já estou distribuindo multa para a família e amigos. Quem quiser se inscrever para ajudar o amigo meliante pode mandar o nome. Todo mês contribuo com um dinheirinho para o botox da Marta Suplicy. E pra campanha. Essa semana a loruda passou o Serra nas pesquisas. Meu Deus, nunca pensei que fosse entojar tão rápido do PT. E olha que o enjôo já vinha antes das multas. Juro.

Melhor? Cultura e comida. Tô atrasadíssimo na agenda cultural, quanto mais a gente procura mais encontra programa. É inesgotável. E olha que tenho tentado.

Tenho freqüentado alguns cursos pequenos na Casa do Saber que estão sendo bem gratificantes. Já rolou mitologia grega, sociologia de Sérgio Buarque de Holanda, história universal e cultura americana. Todos muito bons. Voltar a ter aula, mesmo que em pílulas é muito gostoso. Ainda mais escolhendo o que quero e o que não quero. Quem não conhece a casa, que está completando seis meses, dá um bizú no site... De repente escrevo sobre alguns insights bacanas dia desses... Só como última citação, finalmente asssiti a "Ópera do Malandro" que tentei ver no Rio e não consegui (foram 8 meses de casa cheia). A montagem veio pra São Paulo e está de primeira. O lamentável é que só durou 3 semanas, pois não conseguiram patrocínio. Fiquei pasmo. Um musical dessa qualidade, genuinamente brasileiro, com obras primas do Chico... não dá pra acreditar. Enquanto isso vão rolando solto Chicago, Rent, Bela e a fera, Grease e todos esses musicais importados. Nada contra. Mas não dá pra entender.

No mais, é isso aí. Vou parar de encher a cabeça de vocês com minha vida na cidade grande, beleza? Vamos levando. Sem multa.

E daí?:



BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS

"Feliz é o destino da inocente vestal/ Esquecida pelo mundo que ela esqueceu/ Brilho eterno da mente sem lembrança!".

Nas últimas duas semanas tive a sorte de assistir a dois filmes cujos roteiros foram escritos por Charlie Kaufman. Já tinha assistido "Quero ser John Malcovich" e tinha adorado. Mas não sabia que esse cara estava dando tanto o que falar. Ou melhor, que pensar.

Há duas semanas fui assistir "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". Não canso de falar que esse é um daqueles filmes do qual quanto mais o tempo passa mais você vai gostando. O roteiro é uma confusão de indas e vindas o tempo todo e se passa grande parte dentro da cabeça do protagonista. As sacadas geniais aparecem uma atrás da outra numa sequência interminável. A história vai se desenvolvendo entre devaneios, memórias, cenas de amor, sexo, sofrimento e humor, em altos e baixos, espasmos e calmarias, uma montanha russa. E no fim você sai da sala de exibição pensando e colhendo as impressões que ficaram e juntando os cacos. E vai descobrindo novos aspectos e novas sacadas dentro das cenas. Filme bacana mesmo, vai merecer um repeteco.

Ah, vale a pena citar além do roteiro a interpretação da Kate Winslet (que eu adoro) e do Jim Carrey (é isso aí, acho que no melhor momento de sua carreira).

Bom, qual não foi minha surpresa ao me deparar com ¿Adaptação¿ na TV a cabo no sábado. O roteiro é do mesmo Kaufman e é uma grande brincadeira com a história do ¿filme dentro do filme¿, numa metalinguagem que mistura literatura, cinema e vida real (já que os personagens centrais são o próprio roteirista e seu irmão gêmeo fictício). Show de bola. Dá pra identificar as características de roteirista muito claramente depois de 3 filmes... um cara que adora inovar, antes de tudo. Adora misturas de universos diferentes dentro da trama (cinema / literatura, presente / passado, consciente / inconsciente). Adora tratar de temas atuais ao extremo como solidão do homem na cidade, ética, novas tecnologias versus eternos dramas humanos, invasão de privacidade, valores e faltas de valores e por aí vai... Fora a linguagem e o ritmo, que são altamente instigantes. Não sou crítico de cinema nem profundo conhecedor de roteiro, não. Mas o cara é bom.

E daí?:



Quarta-feira, Julho 14, 2004

MEMÓRIAS DE UM ANÃO GNÓSTICO

livro de David Madsen

"Memórias..." é um daqueles livros que mistura fatos reais e fictícios, o que faz a gente aprender muita coisa interessante enquanto se diverte. Conta a história de Peppe, um anão corcunda que nasce no submundo de Roma do início do século 16 e que muda o rumo de sua sorte entrando inesperadamente para uma seita secreta gnóstica. Durante sua trajetória ele cruza com, entre outros, Leonardo da Vinci e Rafael, e acaba se tornando secretário pessoal do papa Leão X. O livro mescla momentos dramáticos, como as perseguições da Santa Inquisição, com passagens hilárias e escatológicas sobre as intimidades de Leão X.

Além de falar sobre as atrocidades que a Igreja cometeu para reprimir discordâncias e das guerras que promoveu para garantir sua hegemonia política na Europa, o autor nos apresenta os fundamentos do gnosticismo.

O Gnosticismo é uma doutrina que começou a se formar nos primeiros séculos da era cristã com a reunião de idéias originárias de religiões pré-cristãs (como a egípcia, entre outras) e da filosofia grega (em especial Platão). Se ramificou em diversas seitas e fala de uma realidade dualista onde um Deus original de bondade deu origem a um ser que desvirtuadamente criou o mundo físico e psíquico que conhecemos (um mundo essencialmente mau) . Parece muito com a idéia de mundo ideal de Platão e guarda uma semelhança incrível com o moderno mundo de Matrix.

O principal ponto de discordância entre o gnosticismo cristão e o catolicismo era o fato de que o primeiro culpava o criador pelo sofrimento no mundo (o criador dissidente) e o segundo culpava o homem (segundo o mito de Adão e Eva), o que gerou forte repressão por parte da Igreja. Para os gnósticos, Jesus (outro ser imanado do Deus bom) veio ao mundo justamente para revelar a verdade aos homens, derrubando o culto ao Criador (identificado por alguns gnósticos como o Javé do antigo testamento) e nos libertando de nosso mundo falso para renascermos para o mundo real. Isso é só um resumo, a doutrina é super interessante e rica.

A lição que se tira, mais uma vez, é que não temos idéia da quantidade de conhecimento humano que a Igreja se encarregou de enterrar durante séculos de existência. Ainda bem que estamos numa época de resgate e pesquisa de nosso passado pagão, nosso passado de magia e ocultismo, tendência iniciada nos anos 60 e 70. Saiu na Folha uma matéria interessante sobre o assunto, uma entrevista com um roqueiro chamado Gary Lachman sobre seu livro, que trata do assunto.

Mesmo sem sermos gnósticos ou Keanu Reeves, abramos nossa mente para o mundo real...

E daí?:



Terça-feira, Julho 13, 2004

EU ODEIO A XUXA

Sei que parece meio forte odiar alguém, mas quem me conhece melhor sabe que eu odeio muita coisa e o verbo odiar não tem um sentido tão forte assim prá mim. Eu odeio azeitona, peixe, divas cantoras, cinema no Iguatemi e também odeio a Xuxa.

Hoje eu odeio especialmente. Isso por que ontem perdi cerca de meia hora da minha vida assistindo "Xuxa Pop Star" na TV. Eu tinha que ver, afinal eu falo tão mal dela... tenho que dar uma olhada nas coisas que ela faz de vez em quando. "Pop Star" é até hoje uma das maiores bilheterias da história do cinema brasileiro, e no ano em que foi lançado foi o filme mais visto no país. Portanto eu tinha que dar uma olhada no que os imbecis de plantão deste país andam assistindo e, pior, gostando.

Com o perdão da palavra (e como já era de se esperar) o filme é uma merda. Uma droga das boas. A Xuxa fica dando uma de filantropa com fundação pros "baixinhos" (arghhh!) mas no cinema presta um des-serviço (é assim?) a qualquer educador que preste. Durante os 30 minutos de sofrimento o filme demonstrou ser um tributo à própria Xuxa, ressaltando a importância da beleza plástica e do mundo glamouroso da moda e das celebridades. A personagem (?) da Xuxa é nada menos que a modelo mais famosa do mundo que resolve largar tudo e voltar ao Brasil. Ou seja, ainda por cima a safada acha que tá com cara de 22 anos e corpinho de ninfeta. E ela volta e quer ser uma super executiva do mundo da moda... vocês não têm noção do lixo!

O pior mesmo fica com o merchandising exagerado dentro do filme (?). Enquanto a OMS se preocupa com a obesidade infantil, a Xuxa faz propaganda de chocolate e McDonalds delivery. Enquanto os educadores estão preocupados com a erotização infantil, a Xuxa mostra as Sheilas do Tchan se contorcendo de rebolar e faz merchandising de tintura de cabelo. Num filme infantil! Enquanto o Brasil é assolado pela falta de qualidade musical, a Xuxa coloca Tchan, As Meninas (aché baratíssimo), Harmonia do Samba (pagode baiano nojento), Rodriguinho (pagodeiro negro daqueles que pintam o cabelo de loiro e ficam com cara de desnutrido) e Leonardo. E coloca essa galera cantando pedaços de músicas e dando até depoimento sobre o último disco ! Até a grife (?) da irmã dela consegue entrar num desfile horroroso de quinta.... Ou seja, o objetivo do filme é ganhar dinheiro da maneira mais descarada que eu já vi. Essa broaca não tá nem aí prá criança nenhuma, ela quer é se mostrar e ganhar dinheiro. E fica posando de santa e boazinha? Tenha dó!

Juro gente... esse filme deveria ser proibido. Dada a influência que essa idiota tem sobre as crianças e adolescentes ela devia assinar um termo de responsabilidade antes de fazer qq filme. Ela está deseducando as crianças, fazendo mal mesmo... só vendo.

Ah... eu odeio a Xuxa!

E daí?:



Quinta-feira, Julho 08, 2004

CUNNINGHAM

Fui assistir ontem o espetáculo de dança da companhia americana de Merce Cunningham. Do ponto de vista histórico o cara é um baita revolucionário que quebrou regras num universo cheio de funny rules de erudição. Mas para quem vê hoje coreografias que foram revolucionárias há anos atrás acha tudo um pouco boring e desconexo. Como disse o Marcelo, que estava bem mais informado sobre o assunto, as coreografias são um portfólio de novas formas de dança, devem ser encaradas como um extremo de inovação (algo como um desfile de alta costura, bem conceitual mas nada palatável). E essa coisa de "quebrar todas as regras em nome de uma revolução estética" já tá com cheiro de século 20. O século 21 já chega pregando o caminho do meio, sempre. Acho.

Por incrível que pareça a coreografia de 1975 (Sounddance) é muito mais bacana e inovadora do que a de 1999 (Biped), pelo menos aos meus leigos olhos. Imagino aquela coreografia nos anos 70, aquilo sim deve ter sido assustador. Mas valeu a noite, é bom ver coisa diferente. E a companhia tava ótima, claro.

Esse com a boca aberta no canto da esquerda é o Merce C. Ele já tá cuns 80 anos...

E daí?:



BUSH É MESMO UM LOUCO DESVAIRADO

Saiu na Folha a entrevista com o psiquiatra que escreveu um livro sobre o perfil do homem mais poderoso do mundo. Resumindo, o senhor George Walker, através de uma técnica chamada "psicanálise aplicada" de Freud, chegou à conclusão que Bush é sádico, paranóico, megalomaníaco, cheio de frustrações com a família e problemas não tratados com bebidas alcoólicas. Além de ser um governante ilegítimo e um belicista de primeira (ou de segunda...). Vale a pena ler a entrevista e visitar tb o blog da minha amiga Maria Fabriani, que abraçou muito bem a dica de pauta (adoro os comentários dela). Fora Bush!

E daí?:



Quarta-feira, Julho 07, 2004

BYE BYE, FRIENDS

Ontem foi o último episódio de Friends aqui no Brasil. Não foi dos melhores, com certeza. Deu prá notar o desgaste dos atores e o esgotamento claro da fórmula. As cenas do avião e do aeroporto com a Rachel foram ótimas, fizeram jus ao seriado... mas as outras deixaram a desejar. A cena final foi boa mas muito melancólica. Quer dizer, melancólica ela tinha que ser mesmo, mas podia ter um twist...

Semana passada saiu uma crítica na Folha de S.Paulo sobre o seriado. Falava do caráter anacrônico do seriado que era a cara dos anos 90 mas que não devia ter chegado ao ano 2000. Falava do individualismo dos personagens e do isolamento do seriado em relação ao mundo. Concordo em parte com as críticas. O seriado ficou meio anacrônico mesmo, os últimos dois anos tinham cara de reprise, engraçado... já nascia retrô. Os personagens eram realmente o reflexo do individualismo americano, concordo, mas esse individualismo era atenuado pelo afeto que tinham um pelo outro. Isolados do mundo? Com certeza (mas o que queríamos? que um deles morresse no 11 de setembro?).

Mas acima de tudo eles eram muuuuuito engraçados. O seriado tinha uma espécie de humor cheio de ternura que é raro de se ver. E todas as críticas que se possa fazer ao seriado estão abaixo, na minha opinião, do talento dos atores e dos roteiristas. Eu adorava Friends, vou continuar vendo nos DVS (ainda estou na 3ª temporada, oba) e vou morrer de saudade.

Tá bom, eles eram bem americaninhos. Mas se todos os loucos americanos tivessem o tipo de loucura dos seis as coisas provavelmente correriam melhor. Com muitas trapalhadas, como os EUA atuais. Mas com muito mais humor e ternura. Se eles eram os melhores amigos dos americanos como disseram os jornais de lá, acho que o povo lá de cima deve estar de luto mesmo. Vai demorar para aparecer outro seriado desses.
E tá bom, agora podemos dizer que eu e os americanos temos alguns amigos em comum...

E daí?:



Domingo, Julho 04, 2004

SIMPLES

Assisti a dois filmes nesse fim de semana que falam de coisas simples. E é muito bom pensar em coisas simples nos fins de semana.

O primeiro deles foi "Simplesmente Amor", aquele cheio de personagens, com o Rodrigo Santoro, Emma Thompson e Hugh Grant. O filme toca em assuntos que são recorrentes em meus pensamentos. A simultaneidade da vida, com coisas acontecendo a todo o momento, mesmo sem percebermos. O paralelismo de vidas que se cruzam ( e se separam, claro) e que, carregadas de sentido e experiências, voltam a se cruzar com outras vidas. Enfim, o efeito complementar que cada ser humano tem sobre a vida de outro ser humano. Por mais cabeça que possa parecer ( e talvez seja, pois acabei de tomar meia garrafa de vinho), essas são dimensões da vida quase imperceptíveis de tão óbvias que são. Perceber e se aproveitar de momentos de simultaneidade e paralelismo tem muito a ver com a sincronicidade que batiza esse blog.

O segundo filme foi "Homem Aranha 2 ". Além de ser, provavelmente, o melhor filme de super-herói que já vi, o filme é também muito sensível. E ele fala basicamente de escolhas. Escolhas que fazemos diariamente e que soam banais em nosso cotidiano. E escolhas que mudam nossas vidas. O assustador é pensar que, às vezes, as escolhas banais podem ser justamente aquelas que mudam tudo. Assustador ou tranquilizador, sei não.

Quem me dera tudo fosse sempre tão claro. E simples. Como assistir a um filme. Boa noite para todos nós.

PS. É claro... preciso dizer que, além disso tudo "Simplesmente Amor" é fofinho pacas e "Homem Aranha 2" é um puta divertimento. Have fun.

E daí?:



Quinta-feira, Julho 01, 2004

Erros Crassos-Viagens Inesquecíveis-Festas de Arromba-Astros de Primeira Grandeza-Famílias Abastadas-Fundamentos Sólidos-Perdas Irreparáveis-Brilhantes Deduções-Mórbidas Semelhanças-Sucessos Avassaladores-Casas dos Sonhos-Leituras Obrigatórias

ESCRAVOS DOS CLICHÊS LINGÜÍSTICOS ?

O colunista Sérgio Rodrigues escreveu esta semana no No Mínimo um artigo muito intrigante sobre clichês lingüísticos. Clichês lingüísticos são aquelas palavras que andam sempre coladas uma nas outras e que ganham vida própria juntas (consegui listar algumas acima). E são, geralmente, repetidas incessantemente por milhares de pessoas, seja em ocasião formal ou informal... praticamente um vício.

Sempre fui um cara ligado em língua portuguesa. E muitas vezes acabo sendo o chato do escritório que corrige tudo (chato este que salva muita gente na hora de redigir textos oficiais para a empresa...). Mas fiquei encafifado sobre o assunto. Será que, sem perceber, eu acabo soltando um clichê vez por outra? Agora mesmo... quase escrevi clichezinho básico (da fórmula PALAVRA NO DIMINUTIVO + BÁSICO...essa veio prá ficar). Aliás, vez por outra tudo bem...será que eu disparo muitos clichês lingüisticos?

Gíria eu uso muito, com certeza. Faz parte até do gene carioca. Mas ás vezes me irrito tanto com clichês repetidos à exaustão (em si um clichê) que já estou ficando com medo do que eu falo. Acho que acabo de ganhar uma neurose nova.

Bom fica aí a sugestão de neurose da semana. Só que com intenções bem saudáveis (pelo menos para a língua e para os ouvidos). Você fala muito clichê?

E daí?:



Quarta-feira, Junho 30, 2004

Ó OS PORTUGA AÊ...

E aí Fafá ? Vai dar Portugal ? Ó pá !

CORRIGINDO: E aí Fá? Vai dar Portugal? Ó pá !
RESPONDENDO: Ah, Fá... vai dar Portugal.

E daí?:



ANTES QUE UM AVENTUREIRO LANCE MÃO...

Tô de volta depois de uma temporadinha de trabalho fora do escri, pau no computador e visitas ao Rio de Janeiro. Tá tudo normal agora e como alguém deve ter percebido mudaram as cores do blog. Depois de 4 dias incrivelmente bonitos no Rio tive que mudar as cores para algo mais colorido e luminoso. Amigo, a minha cidade estava linda como há tempos não via.

No domingo fui à praia e já fui ouvindo as queixas do taxista. Falta de grana? Violência? Desânimo geral? Não chegamos a nenhuma conclusão... o fato é que o movimento das últimas semanas para meu irmão do volante estava péssimo. No jornal banhado em sangue no banco do carona um "perfil" (só colocando entre aspas mesmo...) de um traficante emergente de um dos trilhões de morros da cidade. Deu até baixo astral.

Mas não durou muito. Na praia o sol estava aquela coisinha meio morna, marota, malandra. Sol de inverno, uma delícia. Aquela película de névoa que deixa o sol comportadinho sem agredir muito. Céu azul, nitidez de hemisfério norte. Veleiros branquinhos no mar. Água morna (tá bom, pelo menos não estava aquela geladeira de costume). As ilhas Cagarras tão visíveis que me dei conta pela primeira vez da beleza das suas cores e da sua vegetação. Juro. Estava perfeito. Só faltava pegar tudo, embrulhar e colocar na capa de um cd de bossa nova.

Mas aí deixou de faltar. Na saída da praia, na Vieira Souto que vira área de lazer aos domingos, eis que me deparo com um rapaz com violão sentado num banquinho. Ao seu lado uma moça cantando com vozinha de Bebel Gilberto. E pessoas sentadas nas muretinhas e na calçada , ouvindo a música e se extasiando com a brisa e a paisagem. Deu vontade de chorar. Verdade.

Nessa hora me veio uma coisa muito clara na cabeça. O Rio pobre, violento e com traficante no jornal não combina com o Rio bonito, cheio de alegria e com bossa nova no calçadão que eu estava testemunhando. Simplesmente não encaixa, não faz sentido. Parecem duas realidades paralelas. Dá tristeza ver o que estão fazendo com a minha cidade. E dá orgulho ver que a cidade resiste o quanto pode. Mas quem vai ganhar essa guerra?

Prá fechar o fim de semana ainda fui "obrigado" a ouvir Elza Soares cantando "Cidade Maravilhosa" num desfile do FashionRio. E aí, vendo todo mundo cantar e delirar com aquela batida eletrônica e com aquela voz do outro mundo, tive a certeza de que quem vai ganhar essa queda de braço somos nós! O Rio de Janeiro continua lindo!

E daí?:



Quinta-feira, Junho 17, 2004

UNS DIAS

TÔ FORA DO AR UNS DIAS. MAS EU VOLTO JÁ.

E daí?:



Segunda-feira, Junho 14, 2004

CHICO 60 ANOS

O mais genial compositor do Brasil faz sessentinha. Não dava para não comentar, ele é o máximo e não tem discussão. Parabéns prá nós !

E daí?:




arquivo